Quem acompanha as evolução no online percebe que a grande mudança de paradigma nos dias de hoje acaba por ser exactamente a fusão entre mundos. Apesar de existir um “online” e “offline”, deixou de fazer sentido pensar em “mundos” ou “fronteiras”.O mundo da publicidade e comunicação é provavelmente um dos primeiros mundos a reflectir esta “evolução”.
Se em finais de 80, no mercado americano, bastava que um anúncio estivesse no ar 3 vezes para chegar a 80% da população, hoje é necessário estar no ar 150 vezes. Apesar da televisão continuar a ser um meio publicitário relevante, manter os níveis anteriores de eficiência tem um custo muito superior.
Por outro lado, o consumidor é muito mais céptico, mais informado, questiona tudo e encontra formas inteligentes de olhar para lá das acções de Marketing e Publicidade. O online ofereceu a estes novos consumidores ferramentas para se unirem e partilharem ideias e conhecimento. A acompanhar uma Web 2.0, temos hoje um Consumidor 2.0.
Mudaram os meios e mudou o consumidor. A Publicidade e o Marketing são hoje obrigados a mudar métodos e abordagens e a tirar partido deste novo “Consumidor”.
A acompanhar este “Consumidor 2.0″ surge uma nova tendência no Marketing chamada “Word of Mouse” (WoMo), definida como “o acto em que o consumidor recebe, cria e/ou distribui conteúdo relevante de Marketing através de canais Online (textual ou audiovisual)”.
O WoMo é uma parte do “buzz” necessário para qualquer acção de Brand Activation, criando condições para que o próprio consumidor forneça informação sobre marcas, produtos e serviços a terceiros de uma modo informal e não comercial. O WoMo representa a componente online do “buzz”, estendendo a componente offline “word of mouth” (WoM), ou seja, o boca-a-boca.
O Marketeer e Publicitário de hoje, na criação de “buzz”, é obrigado a pensar na unificação entre online/offline. Na verdade, esta unificação apresenta novos desafios para todo o mercado da comunicação e publicidade na medida em que obriga não só a explorar novas campanhas como a medir a sua eficiência.
As métricas tradicionais do online e offline não são suficientes. Somos obrigados, mais do que avaliar audiências e cliques, medir comportamentos e atitudes. Não criação do “buzz”, não podemos ignorar as dinâmicas criadas. O sucesso de uma campanha depende de uma análise global que englobe conteúdo gerado pelo próprio consumidor. Precisamos de medir o que acontece no “pós” campanha; de valorizar visualizações, difusão e criação.
Precisamos de novas metodologia e frameworks de análise.